A elicitação de requisitos é uma fase muito importante em qualquer
projeto de desenvolvimento de software, pois se elaborada de maneira
incorreta, todo o projeto estará comprometido.
É importante, pois é nesse momento que identificamos e definimos a
estratégia de desenvolvimento do produto/serviço. É agora que conhecemos
algumas informações como:
- Fonte de Requisitos;
- Quais são as partes interessadas no produto/serviço;
- Quais são as principais necessidades do usuário;
- Definimos as fronteiras do sistema;
- Quais são as premissas e restrições do sistema ou do ambiente.
É normal, que durante a identificação das fontes de requisitos, tenhamos
que realizar reuniões com profissionais de todos os níveis hierárquicos
e conhecer as necessidades de cada um. Muitas empresas, quando
terceirizam o serviço, elegem uma pessoa (stakeholder) para ser o ponto
focal entre o contratante e contratada. Isso pode ser muito perigoso,
pois caso esse profissional não conheça as reais necessidades dos
usuários finais, ou passe alguma informação errada, todo o projeto
estará comprometido.
Conhecer as reais necessidades do usuário não significa que atenderemos
todos os desejos dele. Temos que nos focar na solução do problema. Nem sempre o usuário sabe de sua real necessidade.
Essa etapa é critica. Ter desvios de foco é a coisa mais comum nesse
momento.
A comunicação é de extrema importância para uma boa elicitação. Uma das
técnicas mais usadas na elicitação são as entrevistas com os usuários ou
stakeholders.
Normalmente a entrevista é a primeira técnica utilizada para descobrir
as necessidades dos usuários. Agora é o momento de escutar mais do que
falar.
Para os analistas iniciantes, o início das entrevistas pode ser
um pouco confuso, pois muitas informações são despejadas de uma só vez,
sem organização. O usuário está falando de determinado assunto, de
repente lembra-se de outra funcionalidade, para então retornar ao
assunto inicial.
Para tornarmos as entrevistas mais produtivas, recomendo que você a estruture, da seguinte maneira:
- Informando os temas que serão abordados: assim, tanto o entrevistado, quanto você, conseguirão se preparar com perguntas e respostas mais completas.
- Informando sua duração: dizer a hora de início e do fim da entrevista é uma maneira de ambos
organizarem seus compromissos para antes e depois. Nunca deixe uma
entrevista durar mais do que 2 horas. A partir desse tempo, ambos
estarão cansados e começarão a se dispersar, fugindo completamente do
objetivo. - Fazer uma breve apresentação sobre si e o que espera conseguir com ela: no “ao vivo”, na hora da entrevista, apresentar-se é fundamental, assim como explicar o motivo do encontro, mesmo que isso já tenha sido feito anteriormente, provavelmente por e-mail ou telefone;
- Explicar como será a condução da entrevista: dessa forma, o entrevistado se sentirá menos intimidado ou preocupado com suas atitudes. Um bom exemplo é o caso do gravador – é preciso explicar o motivo de se gravar a entrevista e pedir autorização para o entrevistado para gravar a conversa.
Ao terminar a entrevista, é interessante que você recapitule as
informações obtidas, mesmo que de maneira resumida. Se necessário, já
deixe uma nova entrevista agendada. Informe também o entrevistado, que
você poderá entrar em contato para tirar eventuais dúvidas.
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